

Os participantes da União das Comores e Madagáscar que terminaram a troca de experiência, esta Sexta-feira, 19 de Junho, com a Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (ANARME, IP), estão encantados com os sistemas e rastreabilidade digital e boas práticas farmacêuticas implementados no País, conhecimento que poderá ser usado para adequar à realidade dos dois países, com vista a modernizar e fortalecer os seus sistemas.
Para o Chefe da Delegação de Madagáscar, Rasaminanja Orlando, que começou por agradecer à hospitalidade que segundo disse “tocou bastante” a sua comitiva, reconheceu a iniciativa do Banco Mundial por ser determinante para fortalecimento da capacidade institucional e contribuir para estancar a falsificação e roubo de medicamentos. Por isso, “a cooperação não deve ser apenas na perspectiva farmacêutica, mas também em outras áreas de actividades para acelerar o desenvolvimento nos nossos países”.
Sobre lições aprendidas, a delegação de Madagáscar considerou que a primeira acção será a elaboração de um guião de trabalho que irá estabelecer uma plataforma para a contínua troca de experiência, através de uma rede entre os participantes, para dar continuidade ao intercâmbio.
Por seu turno, o Inspector- Geral do Ministério de Saúde das Comores e responsável da equipa, Dr. Ridhoine Mohamed, disse que a capacitação irá permitir à elaboração de directriz para combater as redes criminosas de contrabando de fármacos no seu país.
Durante os três dias “ficamos encantados” com os sistemas de rastreamento e regulatório de Moçambique na área farmacêutica. “Regressamos munidos de experiência e capacidade para convencer o Ministério de Saúde e outras entidades do nível decisório para acarinhar o projecto de implementação dos sistemas similares.
A formação foi uma referência para viabilizar a prática do que “aprendemos na ANARME”. Segundo, a fonte, as autoridades de medicamentos devem ter apoio e autonomia, tal como acontece com a sua congénere de Moçambique, sobretudo o apoio político e financiamento, capaz de contribuir para que o trabalho das agências seja eficiente, disse Mohamed agradecendo aos organizadores do evento pela hospitalidade, durante os três dias de troca de experiência.
Mhaza Hassane, da Agência Nacional Reguladora de Medicamento das Ilhas Comores, prometeu que depois de capacitação de Maputo, os integrantes do grupo representando diferentes instituições, irá trabalhar de forma coordenada, para a elaboração e implementação de uma directriz, para acelerar a digitalização dos processos já existentes no seu país, a curto e longo prazo.
“Iremos tentar conectar as diferentes ferramentas de que Comores dispõe, obviamente, necessitaremos do apoio técnico do Banco Mundial na sua integração, sobretudo para o sistema de rastreamento, com a assistência do Ministério da Saúde, usando a experiência de Moçambique. Não obstante, o apoio político é um desafio no nosso contexto”, frisou Hassane observando que a sua comitiva ficou satisfeita com a experiência colhida, pois os sistemas de Moçambique mostram-se eficazes para reduzir a contra-facção e fraude farmacêutica.
Banco Mundial promete mais capacitações
Sara Saija, Especialista de Saúde, co- líder da equipa de Saúde do Banco Mundial no país, sublinhou que os três dias de troca de experiência foram de aprendizado mútuo entre as equipas da ANARME, Comores, Madagáscar, YOUNGSAN Corporation e Banco Mundial. Agradeceu ao Governo de Moçambique pela confiança concedida para trabalhar com a ANARME e seu parceiro para viabilizar o evento que reuniu três países, para a troca de experiência na área farmacêutica, no âmbito de Cooperação Sul-Sul.
“Estamos felizes com a vossa participação, ponham em prática o conhecimento apreendido, pois desejamos que esta primeira fase seja um sucesso e haja mais oportunidades para capacitar outros países da região”, disse Sara Saija reiterando o compromisso do Banco Mundial em continuar a apoiar os países na criação de mecanismo para o desenvolvimento de sistemas robustos de rastreamento de medicamento, para evitar a contrafação, desvios e fármacos de baixa qualidade para a população.
Moçambique está aberto para apoiar países da região
Na ocasião, a Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (ANARME,IP), Tânia Sitoie, disse que o Governo de Moçambique está aberto a colaborar com as autoridades das Comores, Madagáscar, bem como outros países da região, no desenvolvimento e implementação de sistemas de rastreamento robustos, para combater a falsificação e desvio de medicamentos e produtos de saúde.
“Particularmente, a ANARME manifesta a sua abertura em continuar a trabalhar com as equipas dos dois países presentes e outros, que queiram cooperar para o desenvolvimento dos seus sistemas de controlo dos fármacos”, disse Sitoie agradecendo a presença e o empenho dos participantes, durante os três dias de troca de experiência, cuja parte prática consistiu na visita à Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM), Fábrica Nacional de Medicamentos, Distribuidora Medis Farmacêutica, Sala do Sistema Nacional de Rastreamento de Medicamento e Laboratório Nacional de Controle de Qualidade (LNCQ) da ANARME.
Por Medicamentos Seguros, Eficazes e de Qualidade
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